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O novo Dut digital (CRVe) utilizado para a venda de veículos, que deveria trazer um avanço tecnológico, na prática, está causando problemas para os segurados e donos de veículos em alguns estados, como no Rio de Janeiro. O alerta foi feito pelo corretor de seguros Mauro. Segundo ele, desde o início deste ano, quando o novo sistema foi implementado, o Detran não emite esse documento quando o veículo tem informação de roubo ou furto. Assim, não é possível efetivar a transferência da propriedade para as seguradoras em caso de perda total (roubo). “A opção encontrada pelas seguradoras é a procuração por instrumento público, que dá poderes à companhia para proceder qualquer movimentação de documentos referente ao veículo. No entanto, essa procuração custa mais de RS 400,00, valor pago pelo segurado”, revela o corretor, em entrevista ao CQCS. Alerta ainda que, o problema ainda não atingiu proporções maiores porque são poucos os carros comprados este ano e que foram roubados desde então. “A maioria dos clientes indenizados por roubo ainda têm o documento verdinho (papel). O novo sistema começou a vigorar no dia 04 de janeiro. Só quem comprou carro a partir desta data não tem aquele documento e poderá enfrentar problemas no futuro”.

Pelo novo sistema, o proprietário deve fazer agendamento junto ao Detran e comparecer na data agendada, com cópia do RG e comprovante de residência do possível comprador. A partir daí, o Detran emite um documento chamado ITPVe (Documento de intenção de venda) para o vendedor e o comprador assinarem, reconhecerem firma e voltar ao Detran para concluir a negociação.

O sistema do Detran não emite este documento quando o veículo tem informação de roubo ou furto, portanto não é possível efetivar este processo para indenização das seguradoras.

Fonte: CQCS